Temos lido, visto e ouvido muita coisa sobre a famigerada Carslberg Cup, vulgo Taça da Liga, principalmente porque temos sido bombardeados com informação sobre a dita nos meios de comunicação.
É compreensível a decepção do Sporting e dos seus responsáveis, a revolta que sentem e o sentimento de injustiça que os inunda. Percebo que os dirigentes do Benfica nada digam sobre a actuação do àrbitro que lhes permitiu disputar as grandes penalidades.
Mas há de facto algumas coisas que nos custam a perceber.
Em primeiro lugar, as constantes alterações de percepção do Lucílio Baptista, que incompreensivelmente muda de opinião como quem muda de sapatos, à mercê de uma qualquer diferente combinação de roupa. Como diz um dos meus amigos, ele não tem culpa o problema é que não sabe mais!
O que para nós sobra de mais grave nesta questão, é o comportamento de pessoas que se querem exemplos. Desde logo a começar pelo jogador do Sporting envolvido no lance, que quer queiramos ou não é um exemplo para os nossos filhos que viram as suas reacções malcriadas na televisão. Ainda pior, os iluminados que papagueiam comentários na comunicação social, até acharam bem e natural que o senhor reaja daquela forma. Mas, em que país estamos?
Os responsáveis do Sporting aproveitam-se da comunicação social para continuar a inflamar a opinião pública, e quatro dias após o jogo, os jornais continuam a vender (e bem) os prolongamentos que a Taça não tem no seu formato original. Bem diz o Kamané que depois do famoso Apito Dourado, deviam iniciar um processo da Caneta Dourada.
Não estou contra a indignação e a injustiça. Estou contra a indignação exagerada.
O Sporting pôs todos os seus papagaios na rua, a dizer o que queriam da forma que querem, de tal forma que já é corriqueiro ler-se, ver-se e ouvir-se que qualquer dia, um qualquer àrbitro pode ser "sovado" por um qualquer adepto. Não se espantem se acontecer, mas depois não culpem o Manel que bateu no àrbitro, antes aqueles que tem vindo a inflamar as opiniões. Faz-nos lembrar que ainda esta semana no Iraque, um adepto da equipa adversária assassinou a tiro um jogador que comemorava a marcação de um golo. Esperamos que não cheguemos a tanto, mas trilhamos perigosos caminhos.
O Benfica perdeu no Dragão grande parte das suas reduzidas hipóteses de luta pelo título com um penalti semelhante, reagiu em tempo e calou-se. Não lhe ficou mal mas deu pouco dinheiro a ganhar aos jornais.
Para finalizar, e a bem da Verdade Desportiva tão em voga, não concordamos que o Sporting deva devolver as medalhas, antes achamos que o Benfica devia sugerir a repetição do jogo, tendo uma atitude digna que rareia nas nossas paragens. Esta posição sim, seria uma pedrada no charco.

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